toda função é fática
Dezembro 24, 2007
Profecia nº 52
Como o verme que retorna a morte ao florescer
e recicla as nações do escombro de nações
o sol incha e espuma, ao relento do espaço,
ondas de lava e chama; um traiçoeiro abraço
em volta desse cadáver seco de planeta.
E depois que o dia cumprir seu contrato
E depois que Deus bater o ponto
E tanto que o suspense esvaziar
E quando tudo for adubo
sem nada o que adubar
E as constelações se apagarem sobre a terra
E a máquina desligar
E se o amor acabar sem meio-termo ou aviso de despejo
E se a sua mãe for fazer compras
E a poesia se explicar
(E depois, quem sabe, da bomba H… ?)
E quando a treva se espaira, sob um azul de lombriga,
E esfarelam montanhas como bolos sem liga;
E quando só TVs restarem em mansões vazias,
absurdas, dialogando sozinhas
sur nouvelle cuisine e política eleitoral
o sol, essa carrugem do demônio
içada por um casal siamês de negros dragões
e mecanismos de vulvas válvulas boreais,
sombrio cofre que nunca deslacra,
retoma seu cíclope galope de devastação.
legal tu de volta, tal, mas e os arquivos do antigo, cadê?
boa pergunta. vou procurar os operadores, não sai daí